
Ascensão social e negritude em “Um traço até você”, de Olívia Pilar
Um traço até você, de Olívia Pilar, acompanha Lina, jovem negra que almeja ser ilustradora, e seu romance com Elsa, ressaltando questões raciais e de identidade social.
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Um traço até você, de Olívia Pilar, acompanha Lina, jovem negra que almeja ser ilustradora, e seu romance com Elsa, ressaltando questões raciais e de identidade social.

“Maud Martha”, de Gwendolyn Brooks, é um retrato tocante da vida de uma jovem negra nos EUA, marcado por ironia e descrições vívidas. Enfrentando colorismo e sonhando com uma vida intelectual, a protagonista se desdobra em enfrentamentos sociais. Uma obra que interroga o racismo e a busca por reconhecimento, sendo um testemunho da existência negra no século XX.

“Uma carta tão longa”, de Mariama Bâ, é um romance epistolar que explora a vida de Ramatoulaye, uma senegalesa enfrentando dilemas femininos em meio à tradição e à modernidade. A protagonista relata, em carta à amiga Aïssatou, seu cotidiano e desafios como poligamia e opressão. As histórias pessoais refletem críticas sociais agudas e a importância da amizade, enquanto a autora se utiliza da narrativa para expressar suas próprias inquietações.

Cidinha da Silva, autora essencial para compreender o Brasil atual e futuro, expressa sua visão crítica através de crônicas. Seu mais recente livro, “Tecnologias ancestrais de produção de infinitos”, aborda temas variados, desde a pandemia até o mercado editorial, passando pelos afetos cotidianos.

O Desafio Impressione-se é um desafio literário que tem como objetivo incentivar a leitura de obras de autorias não hegemônicas de forma consciente, com a expectativa de que as leituras sejam surpreendentes e impressionantes. É uma oportunidade para sair da sua zona de conforto para conhecer novas narrativas e realidades

Paulo Bruno é um quadrinista brasileiro contemporâneo que vem fazendo um trabalho muito interessante e significativo. Formado em Artes Visuais pela Universidade Regional do Cariri, a URCA, o autor vem se dedicando a retratar o cotidiano e a pluralidade do povo brasileiro, sobretudo o periférico, não branco e que mesmo

O cenário literário brasileiro traz em si um fato paradoxal e curioso: ao mesmo tempo em que ele é, contra toda e qualquer razão, carente de autoras e autores negros – sobretudo, se pensarmos que mais da metade da nossa população é composta justamente por essas pessoas –, ele também

Publicado originalmente em 2016, Another Brooklyn — cujo título fora inspirado em Another Country (Terra estranha, na tradução brasileira), de James Baldwin —, foi lançado no Brasil em 2020 como Um outro Brooklyn (Todavia, 2020). A obra narra a história de Augusta, uma antropóloga negra que, já adulta, retorna ao

Hoje deixei a poesia entrar, mesmo que pela porta dos fundos, ainda que sem rumo, li Algures de Carlos André, publicado pela Editora Clóe em 2023. Os poemas da obra não trazem títulos, sendo possível que cada leitor formule os seus, a partir de suas próprias referências e leituras. Os

A história dos quilombos no Brasil é fundamental para compreender a luta contra a escravidão e a resistência dos afrodescendentes frente à opressão. Os quilombos eram comunidades autônomas formadas por escravizados fugitivos que buscavam liberdade e dignidade. Eles representavam uma manifestação poderosa de resistência cultural, social e política, onde se

Maria Ferreira é uma mulher negra baiana. É criadora do Clube Impressões, o clube de leitura de livros de ficção do Impressões de Maria, e co-criadora e curadora do Clube Leituras Decoloniais, voltado para a leitura e compartilhamento de reflexões sobre decolonialidade. Também escreve poemas e tem um conto publicado no livro “Vozes Negras” (2019). É formada em Letras-Espanhol pela Universidade Federal de São Paulo. Seus principais interesses estão relacionados com temas que envolvem literatura, feminismo negro e decolonial e discussões sobre raça e gênero. Enxerga a literatura como uma ferramenta essencial para transformar o mundo.