Resenha do livro ” Uma herança de amor- Quando o fim pode ser o começo”- Lycia Barros

 Depois de “A Bandeja” e “Entre a mente e o coração”, Lycia Barros volta a nos envolver em mais um de seus livros: “Uma herança de amor”, que é o primeiro de uma trilogia.

O livro narra a história de Amanda, uma jovem linda e atraente de 23 anos que desde os 5 viveu sema mãe. Nesses 18 anos de ausência materna, Amanda morou com a avó na Cidade Maravilhosa: Rio de Janeiro.
Foi sua avó que teve que aguentar a sua fase de adolescente rebelde, que se envolvia com drogas e bebidas. Amanda a amava e nutria um profundo desprezo por sua mãe, a vendo como uma alcoólatra e a culpando pela morte de seu pai.

Após o falecimento de sua avó, ela se viu obrigada a passar um mês com a mãe, porque no testamento em que sua avó havia deixado, esta era a condição para que ambas pudessem obter a herança. Contrariada, Amanda viaja para a cidade de São Lourenço, no Rio Grande do Sul.

Esperava encontrar uma casa feia, caindo aos pedaços, mas contrariando sua expectativa, o que encontrou foi uma casa que aparentava ser bem cuidada, e que abrigava uma família feliz e bem estruturada, o que Amanda pôde comprovar depois. Foi primeiramente recebida por Ivy, sua irmã por parte de mãe, de apenas 9 anos. Amanda de cara se sente ressentida, por perceber que Janine, sua mãe, tinha reconstruído sua vida sem a procurar. A filha abandonada.
No decorrer do livro, Amanda conhece  Adam e Rafael, irmãos gêmeos, igualmente irmãos de Ivy e filhos de Paulo, marido de Janine. Os gêmeos, entretanto, não são filhos de Janine, e sim de outro casamento de Paulo.

Logo um clima de romance começa a aparecer entre Amanda, Adam e Rafael.  Mas  Amanda resolve investir mesmo em Adam. Ainda que temerosos quanto ao futuro, porque Amanda  só passaria trinta dias na cidade, o que também não impede dos dois se apaixonarem perdidamente.

Próximo ao final do prazo, Rafael dá uma de filho pródigo e Amanda volta para o Rio, mesmo estando tão apegada àquela família, principalmente em Ivy, que é uma fofa e realmente não tem como não gostar dela.
Sugiro que vocês leiam o livro para descobrirem o desfecho do caso filha abandonado pela mãe. Vale a pena. O final é satisfatório e agora só falta ler os outros dois livros da trilogia, que já foram lançados.

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Maria Ferreira

Maria Ferreira é uma mulher negra baiana. É criadora do Clube Impressões, o clube de leitura de livros de ficção do Impressões de Maria, e co-criadora e curadora do Clube Leituras Decoloniais, voltado para a leitura e compartilhamento de reflexões sobre decolonialidade. Também escreve poemas e tem um conto publicado no livro “Vozes Negras” (2019). É formada em Letras-Espanhol pela Universidade Federal de São Paulo. Seus principais interesses estão relacionados com temas que envolvem literatura, feminismo negro e decolonial e discussões sobre raça e gênero. Enxerga a literatura como uma ferramenta essencial para transformar o mundo. 

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